Maria Ivone Vairinho e Poetas Amigos

Outubro 25 2009

 

 Como eu desejava ter asas e voar.
Ser livre como os pássaros, não ter grilhões que me prendessem à Terra.
 
Brincar nas nuvens brancas como algodão. Ver as estrelas mais de perto. Não me aproximar muito do sol, para não ficar sem asas como Ícaro.
 
Voar até regiões desconhecidas, onde o animal homem ainda não tivesse chegado. Conhecer florestas, as dunas do deserto e as caravanas a caminho do oásis. Os campos, as cidades, as montanhas.
 
Não ter preocupações. Ir para onde quisesse. Não haver horas. Só dias e noites.
 
Não assistir a guerras nem atentados. Não ver populações a morrer de doenças, fome, guerras, inundações, ciclones, tornados e de outras causas.
 
Não querer estar dependente de ninguém. Querer ser eu…só eu…
E continuar a ser eu...
 
De súbito, comecei a ouvir algo estranho, como o roncar de qualquer coisa que não conseguia identificar e vozes a soar muito ao longe...
 
Fui acordada do meu sonho pelas hospedeiras que pediam que todos se conservassem nos seus lugares e que apertassem os cintos.
 
A luz vermelha acendeu e o comandante falou aos microfones…
 
2008-01-28
publicado por milualves às 16:31

Outubro 25 2009

 

Acabou o ano lectivo
E as 5ªs. feiras culturais
Vamos todos de férias
Em Outubro haverá mais.
 
No último dia
Dedicado à poesia
Até o sol brilhou
E nos fez companhia.
 
Não faltaram os poetas
Com toda a sua alegria
Todos estavam felizes
Naquela tarde de poesia
 
Ouviu-se Gedeão, Régio
Craveirinha e Camões
João Villaret e outros
Alegraram nossos corações
 
Houve poesia e canções
E quem fizesse a sua estreia.
Com  “Pesadelo” de Alice Ogando
Terminou aquela 5ª. Feira.
 
2007-07-09
publicado por milualves às 15:24

Outubro 25 2009

Olhei o mar

E não estavas
Olhei as rochas
E não te vi
Olhei o verde dos campos
E não te descobri
Mas quando necessitei de ti
Encontrei-te ao meu lado.
 
 2007-02-26
publicado por milualves às 15:17

Outubro 25 2009

 

 
A felicidade não se vende ao fim da rua,
Onde se promete o céu, as estrelas e o amor.
Quando pensas que a compras, dás a tua…
E perdes a juventude a abrir em flor!
 
Ah! Quem me dera um verso persuasor
De que, embora dura, é salutar a verdade!
Se, convincentes, te oferecem a “felicidade”,
Rejeita o local, a hora e o vendedor…
 
É falso o Éden prometido com maldade.
Enfrenta sóbrio e corajoso a realidade,
Nutrindo sempre pela vida amor profundo!
 
Porque...esse “sol de raios fulgurantes”
Que, generosos, te ofereceram antes,
É a sombra mais negra deste mundo!
 
 
“Menção Honrosa nos III Jogos Florais Irene Lisboa “
Arruda dos Vinhos
publicado por milualves às 15:00
editado por mariaivonevairinho em 20/03/2010 às 03:22

Outubro 25 2009

 

Abriram-se as grades.
Acabaram-se as torturas
e as censuras.
 
Com o fim da guerra
veio a Liberdade e a Democracia.
 
Anda amordaçada
talvez descuidada,
mas Abril está vivo na sua ideologia.
 
Olhemos os países da Lusofonia.
 
Diz-me poeta que a luta não foi vã,
os cravos não podem morrer
no cio da manhã.
 
Quanto injustiçado está a sofrer
o mal combinadode cada parecer?
 
Tu poeta aceita compromisso
“Não à Resignação”
A Ética e a Solidariedade
são a espada
para que o cravo esmorecido
apareça florido
no sorriso de cada irmão!
 
 
Virgínia Branco
2009/04/25
publicado por milualves às 14:41

Outubro 23 2009

POETA

 -é uma Voz da Humanidade !

 -é um Amante da POESIA

 -é um Membro da

 FRATERNIDADE

 -é uma Nota da

 Cósmica Sabedoria !

 

 POETA

 -é modesto operário

 (um cavador de caneta…)

 -na lavra do Calvário

 (aonde Poema é planta…)

 

POETA

 -é Pensamento em ACÇÃO !

 -é Emoção EXPLOSIVA !

 -é Ritmo de ORAÇÃO !

 -é Sinfonia VIVA !

 

POETA

 -é Irmão de TUDO ( e de TODOS)

 -é Cooperante SOLIDÁRIO

 -que se distribui a rodos

 (em cada seu poema

 LIBERTÁRIO !)

 

 Santos Zoio

publicado por appoetas às 18:26

Outubro 23 2009

Ser poeta
É bênção
É maldição.


Num desassossego
De inquietação
Na carne sofrer
Dos outros a dor
A alma desnudar
Sem falso pudor.


Num só verso
Condensar o Universo.


Em cada madrugada
De corpo despido
Abertas as veias
Deixar jorrar
A dor sublimada.


Para ser feliz
Precisar de nada.

 

Maria Ivone Vairinho

(in "Livro da Dor e da Esperança")

publicado por mariaivonevairinho às 18:19
editado por mariaivonevairinho às 18:31

Outubro 23 2009

 

É querer estar com todos no tempo
É escrever o que está dentro de si
Sem medo, num completo encantamento
Juntando letras e voando como o colibri
 
É querer com as mãos a todos acariciar
É ser divino e por muitos incompreendido
Dando o livre arbítrio de amar ou odiar
Nos seus delírios muitas vezes esquecido
 
É escrever palavras com espinhos ou em flor
É soltar à bolina as palavras do momento
É aliviar corações e ficar na sua própria dor
 
É viver com alegria, amargura e ardor
É ter alma dorida por todo o sofrimento
Ser poeta é ser louco, sublime e do amor sedento
 
Susana Custódio
 
 
 
(Inspirado no poema II e III - Ser Poeta- de Edson Gonçalves Ferreira)
 
http://recantodasletras.uol.com.br/poesiasdeamor/1871546
 
publicado por appoetas às 13:42

Outubro 23 2009
Olá caríssimos e mui especiais amigos
 
O TEMPO
Esse quotidiano e eterno tema,  marca hoje aqui lugar como poema
da semana  em TEMPO DO NOSSO TEMPO que poderá ouvir e ver em:
 
Poema da semana : www.euclidescavaco.com
http://www.euclidescavaco.com/Recitas/Tempo_do_Nosso_Tempo/index.htm
 
Ou em formato PPS pela 1ª vez - Abra este link e clique em Tempo do nosso Tempo:
http://www.mediafire.com/?sharekey=59bafca957fe9ee7c79b87b207592a1ce04e75f6e8ebb871
 
Faça o seu comentário e diga se deseja que envie o PPS separadamente.
 
Cordiais saudações
Euclides Cavaco
cavaco@sympatico.ca
 
Venha tomar comigo um cálice de poesia...
Entre por aqui na minha sala de visitas:
www.ecosdapoesia.com
 
publicado por appoetas às 13:32

Outubro 23 2009

Andava o meu sapateiro

a namorar uma sovela...

E passava o dia inteiro

apaixonado por ela...

 

Ela não era a sovela,

Tinha olhos de luar,

era tão bela, tão bela

como vela a marear.

 

Ondulava sobre as águas

como sereia singela,

esquecia suas mágoas

ao espreitar à janela!

 

Por ele se apaixonou

Por ele... de corpo inteiro...

E nova canção soou

encantando o mundo inteiro!

                                 

                         joaquim evónio

 

AVIAR BEM E DEPRESSA

 

O Aparício do Canto manejava a sovela como ninguém. Mais parecia um prolongamento da sua mão, tal era a perícia e regularidade com que se atirava à feitura dum par de sapatos. Encantava ver o ritmo do seu trabalho e, quando estava bem disposto, não se calava nem debaixo d 'água.

- "Claro que não fui sempre sapateiro, comecei por trabalhar como servente numa padaria e fartei-me de carregar com talegues de farinha. Um dia, comecei com dores nas costas e nas costelas, que me davam um grande aperto, depois no pescoço, e então lá fui ao médico. Ele disse que não me queria assustar mas que eu tinha uma espondilose crónica na coluna, que estava a pensar em operar-me ao pescoço. Mas eu respondi logo: - “Aqui ninguém toca! E não tocou mesmo!"

- "Perdi o meu pai muito cedo, era um rapaz ainda, mas tudo se cura na vida...'Vai a terra calcando, vai a dor amainando...' Aconselhou-me sempre a não ligar àqueles que diziam 'não tenha pressa... o trabalho não azeda...' "

- "Por isso não estive com mais mas nem meio mas e atirei-me d' alma e coração ao novo ofício, e sempre a trabalhar bem e depressa!"

- "Isso já vem muito de trás, faz parte da minha natureza, sempre fui apressado... Sabe, hoje tenho quase oitenta anos, mas nasci de sete meses, tá a ver? Fazia um calor lá dentro!..."

E lá continua o seu imparável monólogo sem que deixe de manejar a sovela com o virtuosismo que sempre lhe foi reconhecido.

 

Joaquim Evónio

 

(in "Sercial & Malvasia", Ed. Temas Originais, Lda., Set 09)

publicado por appoetas às 13:14

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